Pelotas Pública


Influenza A (H1N1) – ex-gripe suína
julho 23, 2009, 14:47
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Vírus H1N1 de influenza A - crédito: Dr. E. Palmer; R.E. Bates

Vírus H1N1 de influenza A - crédito: Dr. E. Palmer; R.E. Bates

Muito se ouve sobre as estatísticas de infecção e mortandade da até então chamada “gripe suína”, agora com um nome mais técnico: Influenza A (ou gripe A) – H1N1. Mas o que significa essa nomenclatura?

A letra “A” indica o tipo mais variável do vírus, ou seja, dentre os tipos de gripe humana, que podem ser A, B ou C, o A é o que tem capacidade de infectar um maior número de pessoas.

Em H1N1, a letra “H” vem de hemoglutinina, proteína que o vírus utiliza para se fixar nas células humanas. A letra “N” vem de neuraminidase, proteína que quebra os açúcares da célula sob ataque para liberar novos vírus. Existem 16 tipos de hemoglutinina e 9 tipos de neuraminidase, por os H1, N1, H2, H3… nas denominações dos vírus.

Para tranqüilizar a população, a Secretaria Estadual da Saúde/RS disponibilizou um documento com perguntas e respostas sobre a doença, que eu reproduzo aqui na íntegra:

1. O que é gripe A (influenza A)?

É uma infecção do sistema respiratório cuja principal complicação é a pneumonia, responsável por um grande número de internações hospitalares no Brasil. A doença inicia-se com febre alta, em geral acima de 38ºC, seguida de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça e tosse seca. A febre é o sintoma mais importante e duro em torno de três dias. Os sintomas respiratórios como a tosse e outros, tornam-se mais evidentes com a progressão da doença e mantêm-se em geral por três a quatro dias após o desaparecimento da febre. É uma doença muito comum em todo o mundo, sendo possível uma pessoa adquirir influenza várias vezes ao longo de sua vida. É também, freqüentemente, confundida com outras viroses respiratórias, como resfriados comuns, por exemplo.

2. Quais os sintomas de um caso suspeito de influenza A (H1N1)?

Febre alta de maneira repentina (maior que 38ºC) e tosse podendo estar acompanhadas de algum dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, dificuldade respiratória; E ter apresentado esses sintomas até 10 dias após sair de países que reportaram casos pela influenza A (H1N1); OU ter tido contato próximo nos últimos dez dias com pessoa classificada como caso suspeito de infecção humana pelo novo subtipo de influenza. Observação: Contato próximo: indivíduo que cuida, convive ou teve contato direto com secreções respiratórias ou fluidos corporais de um caso confirmado.

3. A ingestão de carne ou o contato direto com suínos pode de alguma forma transmitir o vírus da Influenza A H1N1 para humanos?

Segundo a OMS, não há relação entre o contato de pessoas com suínos vivos ou consumo de carnes de suínos e produtos derivados e a infecção pelo vírus da Influenza A (H1N1). A Organização Mundial de Saúde (OMS), em conjunto com a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), todos declararam em 30/04/2009 que:
• O vírus da Influenza A(H1N1) não é transmitido às pessoas mediante o consumo de carne de porco processada ou de outros produtos alimentícios derivados de suínos;
• Os tratamentos térmicos utilizados comumente no cozimento da carne de porco (temperatura de 70ºC) eliminam qualquer vírus potencialmente presente em produtos de carne crua;
• A carne e os produtos de suínos, manipulados de acordo com as práticas de higiene recomendadas pela OMS, e pela Comissão de Código Alimentar e a OIE, não são uma fonte de infecção;
• As autoridades e os consumidores devem se assegurar de que quaisquer produtos de origem animal devem estar de acordo com normas sanitárias vigentes;
• As orientações da OMS sobre segurança da manipulação e consumo de produtos de origem animal são aplicadas a todos os produtos de origem animal, não importando o tipo de vírus.

4. Como é transmitida a influenza A (H1N1) humana?

Este novo vírus da influenza A(H1N1) é transmitido de pessoa a pessoa principalmente por meio da tosse ou espirro e secreções respiratórias de pessoas infectadas. Os sintomas podem iniciar no período de 3 a 7 dias após contato com o vírus e a transmissão ocorre principalmente em locais fechados, começando dois dias antes e até cinco dias depois do início dos sintomas.

5. A vacina da gripe atualmente disponível em nosso meio tem algum efeito na prevenção do vírus H1N1?

Segundo a OMS, a melhor evidência científica disponível hoje é incompleta, mas aponta que a vacina sazonal para influenza tem pouquíssima ou nenhuma proteção contra Influenza A(H1N1).

6. Há uma vacina que possa proteger a população humana contra essa doença?

Não, no momento atual não existe vacina contra esse novo vírus de influenza A (H1N1), mas estão sendo desenvolvidas pesquisas para o seu desenvolvimento.

7. O que a população pode fazer para evitar a influenza?

Alguns dos exemplos de cuidados para a prevenção e controle de doenças de transmissão respiratória são:
• higiene das mãos com água e sabão (depois de tossir ou espirrar; depois de usar o banheiro, antes de comer, antes de tocar os olhos, boca e nariz);
• evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies;
• usar lenço de papel descartável;
• proteger com lenços a boca e nariz ao tossir ou espirrar, para evitar disseminação de aerossóis;
• orientar para que o doente evite sair de casa enquanto estiver em período de transmissão da doença (até 5 cinco dias após o início dos sintomas);
• evitar aglomerações e ambientes fechados (deve-se manter os ambientes ventilados);
• é importante que o ambiente doméstico seja arejado e receba a luz solar, pois estas medidas ajudam a eliminar os possíveis agentes das infecções respiratórias;
• hábitos saudáveis, como alimentação balanceada, ingestão de líquidos e atividade física.

8. Para quais casos é recomendado o uso de máscaras de proteção?

Os equipamentos de proteção individual, como máscaras, devem ser utilizados pelas pessoas que preenchem a definição de casos suspeito (definido na pergunta nº4) e pelos profissionais envolvidos no seu atendimento e na inspeção dos meios de transporte nos quais eles se encontravam, por exemplo, aeronave. No nível de alerta internacional de número 5, a OMS não recomenda o uso de máscaras por pessoas saudáveis.

9. Há tratamento para Influenza A (H1N1) no Brasil?

Sim. Há um medicamento antiviral indicado pela OMS que será usado, se necessário, após avaliação médica. O RS dispõe de um estoque estratégico para os casos indicados segundo um protocolo definido pelo Ministério da Saúde. O antiviral só faz efeito se for tomado até 48 horas a partir do início dos sintomas. A SES/RS alerta a população para não utilizar qualquer medicamento sem orientação médica A automedicação pode mascarar sintomas, retardar o diagnóstico e até causar resistência ao vírus.

10. Quais recomendações para os viajantes internacionais?

A SES, seguindo orientação do Ministério da Saúde e considerando o aumento significativo de casos positivos de influenza A H1N1 na Argentina e Chile, recomenda que: idosos com 60 anos ou mais, crianças com até 2 anos, gestantes e pessoas com baixa imunidade (pacientes com câncer ou HIV, por exemplo) evitem viajar para os países citados até que a situação retorne a normalidade. As demais pessoas , que não se incluem nos critérios acima, poderão viajar seguindo as orientações das autoridades sanitárias locais e as seguintes recomendações:

a)Aos viajantes que se destinam às áreas afetadas:

• Usar máscaras cirúrgicas descartáveis, durante toda a permanência nas áreas afetadas. Substituir sempre que necessário;
• Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável;
• Evitar locais com aglomeração de pessoas;
• Evitar o contato direto com pessoas doentes;
• Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal;
• Evitar tocar olhos, nariz ou boca;
• Lavar as mãos freqüentemente com sabão e água, especialmente depois de tossirou espirrar;
• Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história de contatocom doentes e roteiro de viagens recentes a esses países;
• Não usar medicamentos sem orientação médica.
Atenção! Todos os viajantes devem ficar atentos também às medidas preventivas recomendadas pelas autoridades nacionais das áreas afetadas.

b)Aos viajantes que estão voltando de áreas afetadas:

Viajantes procedentes das áreas afetadas pela influenza A (H1N1) que apresentarem, até 10 dias após sair dessas áreas, febre alta de maneira repentina (> 38ºC) e tosse podendo estar acompanhadas de dor de cabeça, dores musculares e nas articulações e dificuldade para respirar devem:

Durante o vôo:

• Comunicar à tripulação para que o comandante da aeronave informe as autoridades de saúde em solo. Nesses casos, o passageiro com sintoma será recebido, no aeroporto de desembarque, por funcionários da ANVISA e pelo serviço médico do aeroporto.
• Caso seja necessário, o passageiro será encaminhado para o Hospitais de Referência onde será coleta amostras para diagnóstico laboratorial.

Início dos sintomas em dias posteriores ao desembarque:

• Não utilizar medicação por conta própria
• Procurar assistência médica na unidade de saúde mais próxima;
• Informar ao profissional de saúde o seu roteiro de viagem;
• Após avaliação, se houver necessidade, o Estado do Rio Grande do Sul conta com uma rede hospitalar de referência para o atendimento dos casos suspeitos.

11. Qual o risco do paciente evoluir de forma grave e morrer pela infecção?

A maioria dos casos confirmados nos países com descrição de sintomas apresenta quadro clínico de leve a moderado, com resposta favorável ao tratamento específico, quando indicado, ou às medidas de suporte clínico. Existe uma maior freqüência de casos mais graves entre pessoas com doenças crônicas preexistentes. A letalidade entre casos e óbitos confirmados, no mundo, varia de 0,5% no Canadá a 3,03% na Costa Rica. A média mundial está em 0,70%. No México, pais onde a epidemia teve início, a letalidade está em 1,77% e nos EUA 0,15%.

Orientações adicionais encontram-se disponíveis no documento “Protocolo de procedimentos Influenza A H1N1 12/05/09”, na página da SES/RS www.saude.rs.gov.br, no banner Influenza A H1N1 ou na página da SVS/MS www.saude.gov.br/svs.

Fontes:
Centers for Disease Control and Prevention – http://www.cdc.gov/
Diário da Saúde – http://www.diariodasaude.com.br/
Secretaria Estadual da Saúde – http://www.saude.rs.gov.br


13 Comentários so far
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Gostei dos esclarescimentos, por que foram obtidos de fontes confiavéis. Valeu pela pesquisa e pela divulgação, tenha certeza, que ajudará e muito a dirrimir dúvidas e ajudar na prevenção.

Comentário por Antônio Carlos dos Santos

[…] Entenda um pouco a Gripe A […]

Pingback por H1N1 – A doença dos jornais

Tudo ta certo, mas eu gostaria de saber, por que em Pelotas/RS não são relatados com precisão, os números de pessoas infectadas pela gripe H1N1. So comentam que não entrem em pânico, que no momento não tem ninguem com a gripe suina em Pelotas.Sendo que, nas outras cidades,todos os casos são relatados.E tem caso de gripe suina em Pelotas, tenho pessoas conhecidas ja diagnosticada e afirmadas da gripe H1N1.Esperamos que por favor relatem, até mesmo para todos terem mais cuidados a respeito desse virus.

Sem mais agradeço

Comentário por elaine conceição silveira

Achei muito interessante as informações sobre este assunto, mas eu tenho duvidas sobre quanto tempo a pessoa deve se cuidar para não contagiar
outras pessoas após internação e tratamento de nove dias e já possui alta mais de duas semenas

Comentário por Lorena Maske

Eu gostaria de saber onde foi a o primeiro caso de gripe suina H1N1 no Brasil? e se puder me dar alguns detalhes…
agradeço dez de já!

Comentário por priscila

O primeiro caso é de um paciente de São Paulo, que esteve no México de 17 a 22 de abril, apresentou os sintomas no dia 24 de abril e esteve internado de 29 de abril e 4 de maio.

O primeiro caso de morte pela gripe foi de um Gaúcho, que esteve na Argentina por 7 dias, retornando ao Brasil dia 19 de junho. Dia 20 foi internado e dia 28 veio a falecer.

Comentário por Rafael

essa gripe é muito ruim

Comentário por alana

se eu pegar essa gripe eu posso morer

Comentário por alana

[…] Influenza A (H1N1) – ex-gripe suína « Pelotas Pública […]

Pingback por GRIPE SUINA – H1N1 | O Ponto

… muito obrigada,
essas dicas foram otimas para meu trabalho de microbiologia oral

Comentário por kelma dias

todas populaçao de pelotas vai ser imunisada.

Comentário por fernando

qual os pontos de vacinaçao.

Comentário por fernando

Procure a secretaria da saúde ou qualquer UBS próxima.

Comentário por Rafael




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