Pelotas Pública


Kleiton & Kledir
julho 27, 2009, 14:30
Filed under: Beleza Pelotense, Notícias | Tags: , , , ,

Kleiton & Kledir

Eu simplesmente adoro esses caras. Suas músicas, seus versos, sua simpatia, seu carisma, enfim, tudo que eles produzem e apresentam são de uma qualidade sem tamanho. Seus shows cativam e aquecem mesmo nos tempos frios dessa cidade.

Tive o privilégio de escutar suas primeiras músicas na casa deles, no Laranjal e até em pequenos shows próximo à pista de bici-cross da praia. Meu tio foi colega do irmão deles e seguido eu ía com ele visitá-los.

Seu último álbum “Autorretrato” conta com 13 canções inéditas, incluindo a homenagem que eles fizeram à cidade, intitulada simplesmente “Pelotas”. Acessem o site oficial para mais detalhes sobre o disco: http://kleitonekledir.uol.com.br/. Hoje a dupla fará a entrega da música ao povo pelotense, representado pelo prefeito Fetter Jr.

A música é linda e fala dos prédios históricos, das ruas de pedra, da beleza pelotense, dos bairros, da praia do laranjal, enfim, faz menção a uma série de coisas que lembram a cidade.

Infelizmente nem todo mundo a recebe com o mesmo orgulho que eu sinto quando vejo um trabalho novo dos nossos conterrâneos. No site Amigos(?) de Pelotas (http://www.amigosdepelotas.com/2009/07/musica-de-kleiton-e-kledir-sobre.html), que eu gosto muito de visitar, li, no artigo de Rubens Filho, que a música é feita e fala de coisas que foram ruins no passado, como os casarões da época do charque. Eu não sei sobre o quê ele queria que fosse sobre a música… sobre a criminalidade nos bairros de baixa renda? Sobre a onde de crack que assola a cidade? Sobre o “camelódromo”, que será ampliado, enraizando ainda mais a clandestinidade na cidade? Se quero ler crítica, procuro um jornal investigativo, discuto com pessoas que entendem do assunto, mas se vou ouvir uma música homenageando a cidade, quero ouvir coisas alegres sobre ela.

Os casarões, os paralelepípedos e muito do que herdamos são sim de uma fase pesada da história da cidade, quando a escravidão era que erguia sua riqueza. Mas que história não tem fase vergonhosa? Então não terei orgulho de ser brasileiro, pois todo desenvolvimento ocorreu com base na escravidão. Não torcerei pro Grêmio, pois o clube não permitia entrada de negros na época de sua fundação. Nem lerei ou escreverei nada na Internet, pois foi criada para o exército estadosunidenses usarem em períodos de guerra.

Enfim, achei uma crítica azeda e desnecessária. Faz parecer mais forte a teoria de que o pelotense tem ciúmes de todo pelotense que se dá bem. Tenho orgulho dessa cidade que nem é a minha, mas que me acolheu com carinho. Gosto de sua história e aprendi muito com os erros do passado. O presente é lindo e o futuro, promissor.

Assistam um vídeo dos guris apresentando a cidade:

Ouçam a música Pelotas:


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